Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo

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FNPJ publica Chamada de Trabalhos para 12º Encontro Nacional

27 Novembro, 2008 · Deixe um comentário

logofnpjtranpA diretoria científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo publicou nesta quarta-feira, 26 de novembro, a Chamada de Trabalhos (Call for Papers) para o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que será realizado em Belo Horizonte, entre os dias 17 e 19 de abril de 2009.

O prazo para inscrição dos trabalhos será de 1 de dezembro de 2008 a 31 de janeiro de 2009.

A diretoria do FNPJ fez algumas mudanças na programação do evento para 2008. Os tradicionais Grupos de Trabalho (GTs) tiveram sua denominação alterada para Grupos de Pesquisa (GPs) e fazem parte do VIII Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo. As alterações são decorrentes do crescimento do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo que, a partir de 2009, será composto por vários eventos, como o Pré-Fórum da Fenaj, o Colóquio Andi, o Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo e o encontro de professores caracterizado pela programação dos painéis e pela Assembléia Geral do FNPJ.

Segundo do diretor Científico do FNPJ, professor Dr. Leonel Aguiar da PUC do Rio de Janeiro, os trabalhos podem ser apresentados em um dos seguintes grupos de pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino. Informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no sítio web www.fnpj.org.br. As inscrições para o VIII Ciclo, uma das atividades centrais do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, são feitas exclusivamente na página web do FNPJ.

Confira a relação dos Grupos de Pesquisa do FNPJ e os respectivos coordenadores.

Atividades de Extensão
Coordenadora: Profa. Dra. Sandra de Deus
sandra.deus@ufrgs.br

Ensino de Ética e de Teorias do Jornalismo
Coordenador: prof. Dr. Sérgio Luiz Gadini
sergiogadini@yahoo.com.br

Pesquisa na Graduação
Coordenador: prof. Dr. Gerson Luiz Martins
relacoes.institucionais@fnpj.org.br

Produção Laboratorial – Eletrônicos
Coordenador: prof. Dr. Juliano Carvalho
vice-presidente@fnpj.org.br

Produção Laboratorial – Impressos
Coordenador: Prof. Dr. Josenildo Luiz Guerra
jguerra@ufs.br

Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino
Coordenador: Prof. Dr. Leonel Aguiar
cientifico@fnpj.org.br

Mais informações no sítio web do FNPJ, no endereço: www.fnpj.org.br.

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Lançamento de livro marca nova fase da campanha em defesa do diploma

8 Outubro, 2008 · Deixe um comentário

Capa do Livro Formação Superior em Jornalismo da Fenaj

Capa do Livro Formação Superior em Jornalismo da Fenaj

Do Boletim da Fenaj

As repercussões da pesquisa FENAJ/Sensus e o lançamento do segundo livro em defesa do diploma marcam a nova fase do movimento dos jornalistas e da sociedade por um jornalismo qualificado. A Coordenação da Campanha prepara novas peças para fortalecer a luta pela rejeição do Recurso Extraordinário que questiona o diploma como requisito para o exercício da profissão.

Depois da pesquisa do Instituto Sensus que mostrou que 74,3% da população brasileira é a favor do diploma para o exercício da profissão de jornalista, um novo número revela o crescente interesse da categoria e da sociedade no tema. A matéria, feita pela FENAJ sobre a pesquisa, foi um dos 20 releases mais acessados no mês de setembro no site de relacionamento MaxpressNet. O site, que obteve 4.192.042 page views em setembro, publicou 5.015 matérias no período.

O jornal Correio de Uberlândia realizou uma enquete no seu site, no período de 23 a 30 de setembro, sobre a questão do diploma para os jornalistas. A maioria dos 335 internautas (79%) foi a favor da obrigatoriedade do diploma, enquanto 14% são contra e 5% responderam não saber.

A Coordenação Nacional da campanha orienta os integrantes do movimento a realizarem lançamentos do livro “Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade”, que tem artigo do professor de jornalismo da UFMS, Gerson Luiz Martins, editado pela FENAJ com contribuições de acadêmicos, juristas e profissionais. , como instrumento de mobilização e divulgação da campanha. Com o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) já foram impressos mais 2 mil exemplares. Pedidos de remessa dos livros devem feitos pelo fone (61) 32440650 ou e-mail fenaj@fenaj.org.br.

Dois lançamentos estão marcados para as próximas semanas. Um deles será em no dia 9 de outubro, em Fortaleza, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas do Ceará. O outro será no dia 17 de outubro, na abertura do Fórum de Professores de Jornalismo Paraná/Santa Catarina, em Joinville (SC), no IELUSC, com as presenças do presidente da FENAJ, Sérgio Murillo, da presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná e diretora da FENAJ, Aniela Almeida, e dos coordenadores da campanha Márcio Rodrigues e Valci Zuculoto.

Vídeo e peças de divulgação

A Coordenação Nacional informa, também, que d DVD com peças e fotos da mobilização em todo o país está sendo atualizado. A nova versão estará disponível na página da FENAJ nos próximos dias, juntamente com as demais peças da campanha (basta clicar no banner de defesa do diploma). Também estarão à disposição adesivos de lapela, panfleto com Manifesto em Defesa do Diploma e cartazes.. Os interessados devem fazer os pedidos para a FENAJ.

Outra solicitação da Coordenação Nacional é de que os apoiadores do movimento continuem postando apoios no site da FENAJ e enviando e-mails de sensibilização para os ministros do STF.

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17 de setembro: Ato público nacional defende o diploma de jornalismo

16 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

Do Boletim do SINJOR-MS

Com o lema “Em Defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil”, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) organiza um ato público nesta quarta-feira, dia 17 de setembro. A concentração será às 13 horas, diante do Supremo Tribunal Federal (STF), em frente à Praça dos Três Poderes, em Brasília.  O Recurso Extraordinário RE/511961, que está em pauta, questiona a exigência do diploma de jornalismo como condição essencial para exercer a profissão. Se os ministros aprovarem o recurso, qualquer pessoa, em tese, mesmo as que têm apenas o ensino fundamental ou até analfabetos, poderão requerer o direito de se tornarem jornalistas. Aqueles que estiverem mobilizados em Brasília também devem procurar as redações dos jornais, além de representantes políticos e a própria imprensa, via entrevista coletiva a ser concedida na manhã do dia 17, para fomentar o ato, que acontecerá à tarde. Além do evento público, que conta com a mobilização de sindicatos de todo Brasil, outra recomendação da Fenaj é que, durante os dias de julgamento do recurso, que ainda não tem data marcada, seja organizada uma vigília nacional. Os sindicatos também estão empenhados em acolher manifestações de apoio à causa do diploma e do profissional jornalista formado junto às entidades da sociedade civil organizada.

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Fenaj lança livro “Formação Superior em Jornalismo”

20 Agosto, 2008 · Deixe um comentário

Livro "Formação Superior em Jornalismo" lançado pela Fenaj

Livro "Formação Superior em Jornalismo" lançado pela Fenaj

A Federação Nacional dos Jornalista (Fenaj)  lança no próximo dia 22, em São Paulo, o segundo volume do livro Formação Superior em Jornalismo – Uma exigência que interessa a sociedade, que reúne textos de jornalistas, professores de jornalismo e pesquisadores com reflexões sobre o ensino de jornalismo.

O evento acontece durante o 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, em São Paulo, no Novo Hotel Jaraguá, na região central, que se realiza entre os dias 20 e 24 de agosto e tem como tema “O Jornalismo, o mundo do trabalho e a liberdade de imprensa”.

O segundo volume do livro apresenta artigo do professor Dr. Gerson Luiz Martins em que trata dos processos da formação do jornalista profissional, a importância da qualificação superior e as perspectivas do ensino técnico profissional em nível superior, sem desqualificar a formação nas áreas de humanas e sociais, relevantes para que o profissional da informação tenha ampla capacidade de absorção e mediação dos fatos, acontecimentos sociais.

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Departamento de Jornalismo da UFMS vai implantar novo Projeto Pedagógico

19 Agosto, 2008 · 1 Comentário

Coordenadora do Curso de Jornalismo da UFMS, Profª Drª Daniela Ota

Coordenadora do Curso de Jornalismo da UFMS, Profª Drª Daniela Ota

O Departamento de Jornalismo da UFMS vai implantar, em 2009, o novo Projeto Pedagógico do curso. O novo projeto deverá iniciar em 2010, a partir da entrada de novos estudantes no vestibular 2009. Segundo o chefe do Departamento de Jornalismo, José Márcio Licerre, o vestibular para o curso de Jornalismo acontece em julho, no concurso de inverno, e os aprovados ingressam no ano seguinte. Assim, os aprovados no vestibular 2008 farão matrícula somente em janeiro de 2009. Por esse motivo, destacou Licerre, o novo projeto será implantado em 2010.

A coordenadora do curso de Jornalismo, Daniela Ota, destacou que o novo projeto atende às demandas profissionais, sociais e tecnológicas atuais e está em sintonia com as principais universidades brasileiras. Ressalvou que, nessa demanda, está inclusa a disciplina de Ciberjornalismo como obrigatória, realidade presente nos melhores cursos de jornalismo.

O projeto, em fase de ajustes, foi encaminhado para a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação para a adequação às exigências legais do MEC. De outro lado, no Departamento de Jornalismo, foi criada uma Comissão para também fazer ajustes em disciplinas técnicas, profissionais, assim como no regime de integralização dos créditos, que deverá ser semestral, a exemplo da maioria dos cursos de jornalismo no país. A Comissão é composta pelos professores Daniela Ota, Edson Silva e Gerson Luiz Martins.

A coordenadora da curso, Daniela Ota, destacou ainda que a implantação do novo Projeto Pedagógico foi uma exigência da demanda social e profissional e, principalmente, uma urgente e necessária atualização do Projeto anterior que tem mais de 10 anos que foi implantado.

O projeto de 2010 teve também a contribuição dos professores Mauro Cesar Silveira e Jorge Ijuim, atualmente lotados no curso de Jornalismo da UFSC.

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Sindicato dos Jornalistas de Dourados inicia campanha pelo diploma

15 Agosto, 2008 · 1 Comentário

Elisa Romero, do Simted, e Luis Carlos Luciano, do Sinjorgran

Elisa Romero, do Simted e Luís Carlos Luciano, do Sinjorgran

Por Luiz Carlos Luciano

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Região da Grande Dourados (Sinjorgran) lançou, de forma simbólica, a campanha em defesa do diploma de jornalista em Dourados (MS) pelo Sindicato Municipal de Educação (Simted) no último dia 13 de agosto.

A coleta de assinaturas é realizada na cidade há mais de uma semana, a diretoria do Sinjorgran escolheu o Simted como início da mobilização por se tratar de um sindicato da educação. A presidenta da entidade, Eliza Romero, instalou uma banca para a coleta de assinaturas no sindicato, em apoio à campanha que, segundo ela considerou legítima.

O presidente do Sinjorgran, Luiz Carlos Luciano marcou para sexta-feira, 15, uma reunião com o coordenador do curso de Jornalismo da Unigran, Bruno Barreto, para discutir ação articulada entre o sindicato e a instituição para implementar a campanha entre os estudantes e professores de jornalismo e também para oferecer aos acadêmicos a possibilidade deles se filiarem ao Sinjorgran na condição de pré-sócio. A reforma estatutária do Sindicato realizada recentemente definiu a criação dessa categoria.

Foto: Karine Segatto

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FNPJ divulga Carta Aberta ao STF

23 Julho, 2008 · Deixe um comentário

Presidente do FNPJ, Edson Spenthof

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof divulgou nesta terça-feira, Carta Aberta ao STF a favor do diploma para o exercício profissional em jornalismo. A carta ressalta o avanço no jornalismo brasileiro com a exigência do diploma, largamente elogiado pelos jornalistas dos países desenvolvidos.

O presidente do FNPJ destaca também que “a obrigatoriedade do diploma é um requisito legal para o exercício de determinada profissão, e não para o exercício do direito de expressão”. Spenthof ressalva ainda na carta que “o médico, o advogado e o engenheiro, assim como todo e qualquer profissional não-jornalista ou todo e qualquer cidadão, não estão impedidos, por nenhum mecanismo legal ou profissional, do jornalista ou de suas próprias profissões, de manifestar seu pensamento por intermédio do trabalho profissional do jornalista. Ao contrário, é dever do jornalista assegurar a todos o máximo de acesso aos espaços de opinião da sociedade representados pela mídia”.

Leia a íntegra da Carta:

CARTA ABERTA DO FÓRUM NACIONAL DE PROFESSORES DE JORNALISMO (FNPJ) AOS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)
A formação superior prévia em jornalismo é fundamental para a democracia

Senhores ministros:

O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), entidade que congrega professores de jornalismo de todo o Brasil, vem manifestar perante essa Corte a sua preocupação com a possível eliminação da obrigatoriedade da formação superior específica e prévia em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista no Brasil, no julgamento do STF que se avizinha.
A entidade que representamos, senhores ministros, está convicta de que a medida pleiteada pelo Ministério Público terá efeito exatamente inverso ao pretendido, no seu principal aspecto. O fim da obrigatoriedade dessa formação prévia significará séria restrição a dois direitos fundamentais dos cidadãos e das cidadãs brasileiras, garantidos na Constituição Federal e inspirados na Declaração Universal dos Direitos Humanos: os direitos-irmãos de manifestação do pensamento e de acesso à informação. Também representará um grave revés no acesso democrático à profissão de jornalista, cujas normas são vigentes desde que o Decreto-Lei 972/69 (que ora se pretende modificar) entrou em vigor.
No primeiro caso, isso ocorre por uma simples questão sobre a natureza do que está em debate. A assim chamada obrigatoriedade do diploma é um requisito legal para o exercício de determinada profissão, e não para o exercício do direito de expressão. E não faz diferença se essa profissão é a do jornalista ou do médico, advogado, engenheiro. Isso porque o jornalista não é um opinador público ou o portador de um uma espécie de registro que supostamente lhe daria o mandato, exclusivo, para opinar. Ao contrário, por dever ético e eficácia técnica, o jornalista não manifesta seu pensamento no exercício profissional.
Entretanto, inversamente, o médico, o advogado e o engenheiro, assim como todo e qualquer profissional não-jornalista ou todo e qualquer cidadão, não estão impedidos, por nenhum mecanismo legal ou profissional, do jornalista ou de suas próprias profissões, de manifestar seu pensamento por intermédio do trabalho profissional do jornalista. Ao contrário, é dever do jornalista assegurar a todos o máximo de acesso aos espaços de opinião da sociedade representados pela mídia.
Em outras palavras, as notícias e reportagens – o produto do trabalho profissional do jornalista, pelo qual é remunerado ao final do mês – não contêm, e não devem conter, por norma profissional, as suas opiniões pessoais. Como profissional, o jornalista é um produtor de conhecimentos específicos sobre a dinâmica viva e imediata da realidade social e um mediador dos conhecimentos e opiniões que disputam o acesso à esfera pública social. É a melhor ferramenta de equilíbrio das diversas correntes de opinião em disputa por visibilidade pública.
Embora saibamos que a postura ética dependa de diversas condicionantes pessoais e sociais, podemos atestar, como professores de jornalismo, que a preparação dos futuros profissionais para o mundo do trabalho se dá com base na profunda problematização dos procedimentos éticos aplicados à profissão e no treinamento para o exercício dessa função de mediador da realidade social, e não para o exercício de “opinador”.
Toda a preparação acadêmica para o exercício do jornalismo está fundamentada na preocupação de que, aproveitar-se do acesso aos meios de comunicação para emitir a própria opinião, ou a do proprietário do veículo, constituiria privilégio inaceitável do ponto de vista ético.
E é exatamente a radicalização de privilégios inaceitáveis o que vai ocorrer caso seja aprovado o fim da obrigatoriedade do diploma, principalmente se essa medida vier embasada na compreensão, equivocada, de que o exercício do jornalismo é o exercício da opinião. O jornalismo opinativo – que, a rigor, nem poderia ser conceituado tecnicamente como jornalismo – faz parte de uma fase embrionária da imprensa, cuja essência é preservada nos espaços editoriais e de opinião dos veículos.
O jornalismo moderno, porém, é o jornalismo informativo, e seu produto por excelência é a notícia, mais complexa ética e tecnicamente de ser trabalhada. As notícias de qualidade, obra de profissionais capacitados, são essenciais para a vida democrática, pois contribuem para, entre tantas outras coisas, a própria formação da opinião fundamentada.
Vincular o direito de manifestação do pensamento, não por acaso inscrito entre as cláusulas pétreas da nossa Carta Magna, ao exercício profissional do jornalista, significa ferir drasticamente ambos: o direito à manifestação de pensamento estaria reservado de forma privilegiada, no âmbito dos meios de comunicação, a uma categoria profissional; o exercício do jornalismo seria reduzido à expressão de opiniões.
Se dependesse da inscrição de todos os cidadãos na atividade jornalística, e se esta o permitisse, o direito humano de manifestação do pensamento estaria restrito aos poucos que poderiam fazê-lo como atividade exclusiva ou semi-exclusiva (exigência feita a um profissional) e que estariam dispostos a se submeter a outras leis e outros constrangimentos que regem o mundo do trabalho.
Além de ser inócuo e, ao contrário, uma forma de inibição do direito à manifestação do pensamento, o fim da obrigatoriedade do diploma significaria um duro golpe em outro direito fundamental dos cidadãos: o direito à informação de qualidade, inclusive como direito-meio para o exercício de outros direitos, especialmente o de terem direitos. Isso porque o exercício da cidadania, inclusive a manifestação pública do pensamento, depende cada vez mais de uma informação jornalística de qualidade, equilibrada, e que reflita a pluralidade social.
A revogação dessa exigência legal da qual tratamos aqui significaria quebrar o único mecanismo que, num Brasil sem marco e sem órgãos regulatórios claros e ativos na área da comunicação social, estabelece um contraponto ao poder dos dirigentes de órgãos jornalísticos, sejam eles públicos ou privados, de definir soberanamente os conteúdos veiculados. Estamos falando de uma corporação profissional que se constitui não segundo o perfil determinado pelo empregador, mas a partir de normas e conhecimento prévio adquirido em instituição superior de ensino, que essa categoria tende a defender permanentemente.
Por último, lembramos que obrigatoriedade do diploma não significa impedir o acesso democrático ao trabalho. No caso, ao trabalho jornalístico. A nossa lei maior é clara ao dizer que é livre o exercício de qualquer profissão, respeitadas as condições estabelecidas em lei. E quis a lei que todos os cidadãos que desejarem ser jornalistas continuassem tendo esse direito assegurado. Contudo, e em sintonia com a nova Constituição, apesar de ter sido editada antes e em plena vigência do regime autoritário, estabeleceu uma condição de caráter indubitavelmente democrático: tirou das mãos do proprietário de mídia o poder de determinar o acesso à profissão e o transferiu para as instituições superiores de ensino de jornalismo. Trata-se de legítimas instituições da sociedade, uma vez que exercem atividade de natureza pública, mesmo quando se organizam sob regime jurídico privado.
Segundo a lei em vigor, e que precisa ser mantida e aperfeiçoada, é desse corpo profissional formado em instituições superiores de ensino, que cada dirigente de organização jornalística poderá escolher aqueles que exercerão, em seu veículo específico, de forma profissional e remunerada, a atividade técnico-intelectual e pública do jornalismo. Profissional preparado para o trabalho, segundo normas e técnicas profissionais que visam à informação de qualidade, produzida e publicada em respeito às regras democráticas. E um constante guardião destas, como membro do “quarto poder”, expressão cunhada pela tradição democrática não apenas para conferir legitimidade à profissão, mas também e principalmente para exigir dos jornalistas responsabilidade e competência à altura da sua missão de informar à sociedade.

Brasília-DF, julho de 2008

Edson Luiz Spenthof
Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo

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